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Adeus Nampula, Olá Lichinga… Novamente

December 7, 2011

Na sexta-feira, dia 18 de Novembro, à tarde eu, a Gabriela e o padre Adérito fomos visitar um hospital psiquiátrico em Nampula, onde está a trabalhar uma voluntária portuguesa, chamada Florbela. Esteve a mostrar-nos as instalações e apresentou-nos a alguns pacientes.

Estivemos uma boa parte da tarde a conversar com a Florbela. Depois passámos na escola onde a Gabriela trabalha, o Instituto de Formação de Professores de Nampula:

Entretanto, começou a chover, o que soube mesmo bem, pois nesses dias esteve mesmo muito calor. Além disso, tive o prazer de sentir, mais uma vez, o cheiro da chuva e da terra molhada… o cheiro a África.

No dia seguinte estive a dar explicações de inglês à Isabel, outra das meninas que mora com as Leigas Consagradas.

Antes de almoço ainda tive tempo de ir até à cidade comprar papel crepe, que me tinha sido pedido pela irmã Maria José, para ser utilizado em várias coisas para a festa da escolinha.

Nessa tarde pediram-me para fazer um bolo, pois seria o meu último jantar em Nampula e seria uma boa forma de despedida. Então eu fiz, mas é muito complicado fazer um bolo quando não temos os ingredientes e os utensílios com que estamos habituados a trabalhar (nem forno havia). Mas lá se fez o bolo e ficou muito bom, segundo a opinião geral lá de casa.

No Domingo, dia 20 de Novembro, a Mariolina levou-me ao aeroporto. Enquanto estávamos à espera que chegasse a hora de embarque, veio um rapaz ter connosco, a perguntar se íamos para Lichinga. Eu disse que ia e ele perguntou-me se eu lhe podia levar um envelope, para entregar no posto policial do aeroporto. Eu disse que não havia problema, mas achei estranho uma pessoa, que não conhece a outra de lado nenhum, confiar-lhe um documento importante, para ela entregar noutro lado. Depois é que percebi que isso aqui acontece algumas vezes, pois houve um senhor que entregou um saco de caju a outro senhor, que não conhecia de lado nenhum, e pediu-lhe que entregasse à filha dele, que estava no avião onde ele ia entrar, com destino a Lichinga. Acho extraordinário o facto de eles conseguirem confiar assim em desconhecidos… eu não consigo, mas é uma das coisas sobre a minha pessoa que tenho conseguido mudar desde que cheguei aqui: já consigo confiar mais facilmente nas pessoas (mas sem ser ingénua, claro).

Cheguei a Lichinga e o irmão José foi buscar-me ao aeroporto. Estávamos já a chegar a casa, quando me lembrei que me tinha esquecido de entregar o envelope que o rapaz me deu no posto policial do aeroporto. Então o irmão José ofereceu-se para voltarmos atrás, para eu entregar o envelope, e assim o fizemos.

Fomos todos almoçar à Mária (eu, irmão José, Ana e Zé). Depois passei em casa da irmã Maria José, para lhe entregar papel crepe que tinha comprado em Nampula.

Como nessa semana a irmã Maria José foi a uma reunião em Cuamba, em vez de ir à escolinha treinar as danças com os meninos, fiquei em casa a pintar e a recortar flores, para enfeitar o salão da festa da escolinha. Além disso estive, também, a ensaiar uma canção que iria tocar na viola para os monitores e alguns pais acompanharem na festa, a cantar.

No próximo post falarei no regresso de Dom Elio a Lichinga e na festa da escolinha (e pré-festa).

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